Setor automotivo 2023

Nos últimos anos, o setor automotivo vem passando por uma das maiores mudanças de sua história. Ela se vê diante da transição do motor a combustão para os elétricos, obrigada pelas mudanças climáticas decorrentes da emissão de gases do efeito estufa (GEE).
Nesse movimento, surgiram os motores híbridos, usando a combustão para marchas mais velozes e a eletricidade para a partida e para marchas mais lentas. Há também aqueles recarregáveis com a energia do freio que alimenta as baterias. Recentemente, a Fiat anunciou o plano de lançar um híbrido elétrico com etanol, cuja queima gera hidrogênio, que retroalimenta a parte elétrica, para 2023. Nos modelos elétricos, com o desgaste mecânico minimizado, a manutenção tende a ser menor. Entretanto, mais especializada, pois requer novos conhecimentos e ferramentas. Apesar de menos frequente, tende a ser mais onerosa.
É a primeira vez na história que o setor automotivo não está na vanguarda da tecnologia e de métodos e processos de produção. A produção em massa, o Sistema Toyota de Produção, a Qualidade Assegurada, o Lean Thinking e até o Seis Sigma são filosofias que floresceram na fabricação de carros e influenciaram toda a indústria mundial.
A digitalização e o Pensamento Ágil ainda engatinham na indústria automobilística, que vem cultivando a abordagem sequencial de desenvolvimento de produtos há muito tempo. É claro que a indústria sempre vai procurar inúmeras razões para justificar esse processo centenário, e afastar-se da tradição que a levou ao ápice é um dos maiores desafios que vamos ter de enfrentar.
Além das novidades de planejamento e produção, a forma do consumidor avaliar e usar o automóvel evoluiu. Em meio às mudanças sem precedentes, montadoras e seus fornecedores precisam aumentar sua agilidade no mercado e se tornarem mais receptivas às necessidades dos clientes, especialmente no que se diz respeito aos recursos e serviços digitais proporcionados.
Fonte: etecnet.com.br