Os desafios das mulheres caminhoneiras no Brasil

07 de outubro de 2020
 Os desafios das mulheres caminhoneiras no Brasil

Os desafios das mulheres caminhoneiras no Brasil

Elas representam apenas 5% neste segmento de trabalho, que ainda é majoritariamente masculino, representando aproximadamente 10 mil condutoras. Por vezes, o preconceito pode afetar as ofertas de trabalho destas profissionais.

Mais cautelosas, menos infrações de trânsito Uma pesquisa realizada para uma campanha do Instituto Renault comprovou que 70% das ocorrências de trânsito são cometidas por homens. Somente 15% das mulheres ultrapassam o farol amarelo, ao passo que, entre os homens, esse percentual atinge 65%. São eles, inclusive, que provocam 71% dos acidentes. Mesmo com dados comprovados, a contrariedade persiste. Isso torna a vida das motoristas de caminhão em uma disputa constante.

Mercado de trabalho para para o público feminino Muitas corporações contratam mulheres caminhoneiras para diminuir a frequência de multas. É uma economia considerável para as empresas e um sinal contra a discriminação. Mesmo em uma sociedade machista, ainda existem aqueles que valorizam o trabalho dessas condutoras de fibra e admiram a dedicação que elas têm pela profissão.

As melhores ofertas disponíveis são relacionadas ao transporte de cargas na malha rodoviária nacional. O objetivo é garantir entregas com menos ocorrências graves entre os inúmeros trechos do país. Sem contar que há, inclusive, um crescimento de viagens para países vizinhos, o que exige zelo reforçado.

Grande parte das motoristas, assim como os homens, é autônoma. Contudo, a legislação trabalhista e o interesse por diferenciação fazem com que grandes marcas ofertem contratos de fretes periódicos ou fixos. Logo, as mulheres podem tirar proveito de condições que geram maior segurança e previsibilidade.

Desafios da profissão Trabalhar movimentando cargas nas estradas é uma tarefa desafiadora para ambos os sexos. Existem perigos nas vias, a necessidade de chegar antes do prazo e todo o esgotamento nas longas horas de viagem.

Contudo, grande parte das caminhoneiras vivenciam situações extras. Quando decidem subir em uma boleia, muitas sofrem desaprovação da própria família. Por ser um ofício maioritariamente masculino, ainda causa aversão em algumas pessoas o fato de que mulheres possam realizar essa tarefa.

Para complementar, é comum elas ficarem sobrecarregadas com afazeres domésticos, especialmente no cuidado com os filhos. Isso torna o afastamento, mesmo que temporário, mais difícil, o que exige uma boa dose de adaptação. Por conta disso, algumas só podem aceitar viagens mais próximas.

Para ter uma noção global dessa realidade, confira quais são os maiores percalços dessas profissionais:

As perspectivas para o futuro Ainda que as caminhoneiras sejam minoria, isso está prestes a mudar. Há um número gigantesco de mulheres que desejam explorar novas profissões, o que promete aumentar a representatividade de condutoras nas boleias.

O mercado também está mudando de uma forma nunca antes vista e, aos poucos, ocorre uma desestruturação machista em inúmeros pontos. A expectativa é que essa carreira receba o mesmo reconhecimento que outras funções igualmente exercidas pelo sexo feminino.

Fonte: rodojacto.com.br

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