Cobertura do 2º Encontro da Indústria de Autopeças

08 de abril de 2021
 Cobertura do 2º Encontro da Indústria de Autopeças

 

   O evento foi organizado pelo Sindipeças, que promoveu uma importante reflexão sobre os caminhos futuros da indústria e sobre como ser cada vez mais competitiva. Na primeira parte do evento foi abordado o cenário industrial com grandes nomes representativos do mercado de autopeças na Europa, Estados Unidos, Argentina, México e Índia. Na segunda parte foi apresentado um painel de inserção global com presidentes das multinacionais mais bem sucedidas do país. Concluímos com um painel de perspectivas otimistas sobre o mercado de reposição brasileiro.

 

       Sigrid de Vries- Secretária Geral da Clepa (Entidade que representa a indústria de autopeças na Europa)

  Diretamente de bruxelas, Sigrid comentou sobre aspectos mundiais e como estão afetando a Europa neste momento. Ela apresentou rapidamente o maior desafio global no momento que, segundo ela todos estão cansados de saber; Covid-19. Um Market-outlook com uma visão externa e geral do mercado atual da união europeia, trading, inteligência artificial e a digitalização. Explicou um pouco sobre o famoso “green deal” e como ele funciona: um pacto europeu para frear as mudanças climáticas e uma grande oportunidade para a mobilidade. Um futuro cada vez mais próximo e a importância das empresas hoje terem uma capacidade adaptativa a sustentabilidade. A Cunhados Peças já faz sua parte no desenvolvimento de energia limpa (no momento utilizamos a energia solar).  Ela concluiu com alguns números de nosso mercado: 1.7 milhões de pessoas são empregadas hoje pelo mercado automobilístico e segundo ela, maiores investimentos de alto padrão estão por vir para garantir que a Europa continue competitiva com a China.

 

Bill Long- Presidente da MEMA (Entidade que representa a indústria de autopeças nos Estados Unidos)

 

Apesar da apresentação curtinha de Bill, ele explicou diretamente alguns números brutos dos Estados Unidos hoje. A indústria americana possui o maior setor empregatício de trabalho manufatureiro com mais de 900.000 empregos diretos. O impacto é 4.8 milhões de empregos que contribui com 2,5% do G.P.D Gross Domestic Product, que significa Produto Interno Bruto dos EUA. Bill trouxe alguns exemplos futurísticos que tomarão conta do mercado em breve como “self driving vehicles” que são os veículos autônomos (todos nós já recebemos alguns vídeos deles no WhatsApp né?), o transporte multimodal que é a combinação eficiente de múltiplos modos de transporte para conduzir a mercadoria até o seu destino final. E o mais interessante de todos: C-V 2X Communication! Trata-se de uma comunicação da inteligência  automobilística que usa a internet 5G e permite que os veículos se comuniquem com as partes móveis do sistema de tráfego ao seu redor, resistente a interferências e ao clima. Ou seja, os carros falarão com outros carros, com semáfaros, vagas de estacionamento, pedestres com smartphones que contenham data centers. Certamente aumenta a segurança dos passageiros evitando colisões e acidentes, avisando as condições das rodovias, atividades perigosas de veículos próximos, entre outras.

Oscar Albin – Presidente da INA (Entidade que representa a Indústria de autopeças no México)

      Localizado no centro do mundo, o México torna-se estratégico no mercado e com uma condição privilegiada. É o quinto país no mundo na posição de produtores de autopeças. Oscar divulgou algumas oportunidades para a indústria mexicana com investimentos estrangeiros, já que no primeiro encontro deste evento ele havia admitido sobre a falta de fornecedores.

 

Raul Amil- Presidente da AFAC (Entidade que representa a indústria de autopeças na Argentina)

O cenário macroeconômico argentino foi marcado pela segunda queda histórica do PIB. Após o coronavírus, é claro. Segundo Raul, a partir de 2003 o mercado interno começou a apresentar altos e baixos na sua produção e, baixo investimento no PIB é uma das origens dos problemas argentinos hoje. Pra quem não sabe, a argentina é o polo de produção de pick-ups e Raul defende a teoria que foi a melhor coisa que já fizeram, porque, se especificaram em um determinado veículo que atualmente é extremamente usado pelos brasileiros.

 

Painel de Inserção Global e os cases de empresas multinacionais bem-sucedidas. 

 

Sergio Carvalho – Presidente da Fras-le:

Fundada em 1954, segundo Sérgio, é a empresa que lucrou desde o primeiro dia de sua abertura, com o capital aberto desde 1971. Costumam chamá-la de “antiga start-up”, o grupo Fras-le iniciou sua movimentação internacional há 30 anos na Argentina e atualmente está presente nas Américas, Europa, África, Oriente médio, Asia e Oceania. A Fras-le possui  dois centros de pesquisa e inovação que conta com uma pista de dinâmica para ABS só para veículos ultra-longos, com o recorde de valor das ações e o grupo Randon como o principal acionista. Além disso, Sergio citou sobre o novo projeto do grupo “Fras-le Smart Composites”.

 

Fernando Rizzo – Presidente da Tupy:

 

A Tupy é uma metalúrgica multinacional brasileira de 83 anos fundada em Joinville com 14 mil colaboradores e presente em mais de 40 países. Fernando ainda apresentou as imagens históricas do início da industrialização no Brasil e na cidade de Joinville  O nome do grupo foi inspirado na família de línguas indígenas Tupi-Guaranis e foi inserido o “y” no final justamente para facilitar a internacionalização da marca, em 1970. A Tupy fabrica componentes em ferro fundido para setor automotivo, ferroviário e de máquinas e equipamentos.

 

 

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